Colégio Sophos

Proposta Educacional  
“Só a presença viva e vivificante de um projeto educacional possibilitara à escola evitar a hipertrofia burocrática, a divisão técnico-social do trabalho, a pratica autoritária e a rotina mecânica.”
 
O projeto político pedagógico do Colégio Sophos, constitui-se num instrumento teórico-metodológico, que visa lidar com os embates e desafios do cotidiano da escola que se “sonhou”. Sua construção atendeu as diretrizes metodológicas básicas, ou seja, ‘… de forma refletida, consciente, sistematizada, orgânica e o que é essencial, participativa.”
 
Firmemente comprometido com sua função vocacional e com seu compromisso existencial, “educar” o Colégio Sophos entende que educação é:Um fato presente em qualquer sociedade humana através dos séculos. E, um fato relevante já que, independente de qualquer referencial de comparação, toda sociedade tem seu conjunto de valores e normas, que são histórica e socialmente reproduzidos pelos processos educativos, pois como representante de uma espécie biológica, o homem de tal sociedade, de tal meio de civilização, é filho do seu passado, de todo o seu passado.
 
É evidente que uma proposta pedagógica não está dissociada das relações de poder que marcam cada sociedade. Historicamente a educação sempre foi um instrumento a serviço da construção de um modelo de cidadão que o estado ou o grupo social requer. Tal convicção nos motiva firmemente a buscar pressupostos comprometidos com a liberdade, igualdade e fraternidade. Sabemos que, gastos enquanto chavões, estes princípios são fundamentais para a construção de uma sociedade que todos nos almejamos.
 
Educar implica inserir a escola na sociedade. Discutir as interferências de uma para outra. Decidir quais são efetivamente os conteúdos pertinentes a serem tratados na escola e de que forma abrir espaços pedagógicos para abordar de fato a nossa cultura brasileira, rejeitando materiais didáticos que negligenciam o pluralismo e o multiculturalismo.
 
Esta é a ética a ser estabelecida em nossa escola, aquela que se rebela contra as manifestações discriminatórias de raça, gênero, classe, cultura. Este é o verdadeiro conteúdo transversal da educação, independente se trabalhamos com crianças, jovens ou adultos, pois é através da determinação de vivenciar esta ética, de praticá-la, que de fato podemos nos tornar educadores. Igualmente a forma como tratamos os conteúdos, como lidamos com as pessoas, como nos comprometemos com as questões sociais é que vão concretizando o projeto pedagógico da instituição.
 
Em nossa concepção o conhecimento se constitui enquanto forma e conteúdo, na medida em que acontecem trocas entre o organismo e o meio. Trocas possíveis pela ação assimiladora e acomodadora do organismo, ação inicialmente reflexa, em seguida intencional, depois simbólica e por fim operatória. Significa dizer que não existe consciência, linguagem ou inteligência antes da ação do sujeito. Isto é fundamental a nível metodológico.
 
O homem é uma presença no mundo, que intervém, que transforma, que fala, que sonha, que constata, compara, avalia, valoriza, decide, que rompe. E é neste domínio da decisão, da avaliação, da ruptura, da opção que instaura a necessidade da ética.
 
Desejamos, enquanto instituição consolidar um ambiente educativo que efetivamente gere aprendizagem, implicando em cruzarmos fronteiras (a do gênero, da classe, da cultura etc.), reconfigurarmos saberes e poderes e cartografarmos espaços de reflexão nas múltiplas arenas da vida. Seria, portanto um ambiente pouco harmônico, ainda que de negociação constante, pouco estruturado, ainda que organizado, pouco sereno, ainda que o devaneio e o sonho tenham lugar garantido. Que tenhamos coragem e ousadia para começar este processo e ainda que o próprio caminho não possa ser antecipado e controlado. Que este projeto nos ajude em nossa jornada pedagógica.